O mar se abre na minha frente.
Milhares de caminhos e direções para seguir… Sem uma trilha sequer para me guiar.
Já tropecei no meu próprio pé e nas minhas próprias palavras mais de uma vez.
Caí de cara no chão uma dezena de vezes… E algumas eu apenas fiquei lá durante um tempo.
Mas nunca deixei de levantar e sacudir a poeira, pronto para o próximo desafio.
E como se considerasse isso uma afronta, a vida me manda uma enxurrada.
Já me virei com a solidão e com a perseguição fanática.
Mas nunca gostei realmente dos dois.
E acho que finalmente tenho espaço para ser eu mesmo.
Não o eu mesmo que aparecesse na rua, ou quando eu estou em certo grupo.
Apenas o eu mesmo que se escondeu quando viu o que as pessoas eram capazes de fazer umas com as outras, com palavras, com desprezo, com ignorância.
E não sei muito bem como lidar com esse novo aspecto.
Exceto talvez o que eu sempre faço. Amar alguém, e rezar para ser amado de volta…



